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“Eu amo a minha filha, não sei o que deu em mim”, diz mãe presa suspeita de abusar filha de 3 anos para “satisfazer fantasias” com padrasto

Foto: EPTV / TV Globo

Leiliane Vitória Oliva Coelho e Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli foram presos em Ribeirão Preto (SP) na noite desta quarta-feira (10) suspeitos de cometerem abuso sexual contra a filha de Leiliane, de apenas 3 anos, e de filmarem os crimes. O caso veio à tona após um homem que mantinha uma relação extraconjugal com a mãe encontrar indícios dos abusos em mensagens no celular dela e realizar a denúncia.

No momento da prisão, policiais se dirigiram ao endereço da família e prenderam Andrey, que estava com a menina e um bebê de 4 meses, filho do casal. A mulher foi detida posteriormente no local de trabalho. Agentes encontraram vídeos suspeitos nos celulares de ambos.

Ao deixar a delegacia após prestar depoimento nesta quinta-feira (11), Leiliane admitiu a existência das gravações envolvendo a filha e expressou arrependimento.

“Eu amo a minha filha, não sei o que deu em mim. Um vídeo estragou tudo. Uma coisa ruim que você faz anula todas as coisas boas. Eu mereço tudo o que vier, o que me acontecer, mereço tudo”, afirmou Leiliane.

Segundo a Polícia Civil, mãe e padrasto gravavam os vídeos com cenas sexuais envolvendo a criança para satisfazer as fantasias deles, mas o teor exato dos vídeos não foi detalhado pelas autoridades.

Apesar de a Polícia Civil relatar que os dois admitiram o compartilhamento de fantasias sexuais realizadas em trocas de mensagens, ambos negam ter exposto a criança a qualquer ato libidinoso ou sexual.

Na saída da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), o suspeito Andrey Gabriel falou com a EPTV, afiliada da TV Globo. Ele admitiu ter cometido um erro, mas negou o estupro da criança.

“Foi mais por causa que gostava muito da pessoa. Basicamente por isso. A gente não estuprou uma criança, a gente acabou nem tocando nela. Não está tudo bem, não acho que está tudo bem. Sei que foi um erro gigantesco, mas a única coisa que posso deixar claro é que a gente não tocou na menina, não fez nada sexual com ela, nada do tipo”, disse Andrey.

De acordo com a delegada Michela Ragazzi, os vídeos suspeitos serão analisados pela perícia e a criança passará por exame de corpo de delito. Os aparelhos celulares também serão periciados.

O casal deve responder pelos crimes de estupro de vulnerável, que pela legislação brasileira não exige a ocorrência de conjunção carnal para ser configurado, além de divulgação de cenas de sexo e exploração sexual infantil.

“Estaremos aqui esperando a convicção da Polícia Científica a respeito de eventuais delitos mais sérios”, disse a delegada.

O casal, inicialmente levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto, aguarda o resultado das audiências de custódia que definirão se eles permanecerão presos e para onde serão transferidos.