
Profissionais terceirizados da saúde em Santo Antônio de Jesus reclamam de atrasos de salários e falta de benefícios adicionais por parte do Instituto de Pesquisa de Saúde e Educação (IPSE), empresa contratada para atuar em unidades de saúde do município. Um dos colaboradores, que preferiu não se identificar, afirmou que os funcionários estão recebendo “salários secos”, sem vale-alimentação, periculosidade ou insalubridade.
Outro ponto relatado pelos trabalhadores é o não pagamento do terço de férias e de outros valores previstos em lei.
“Todo ano, em janeiro, os colaboradores tiram férias e não recebem. O Instituto só paga em fevereiro, quando a gente já voltou a trabalhar. E ainda não pagam a multa dos 30 dias, nem os acréscimos obrigatórios”, disse.
Segundo os relatos, questionar os direitos pode resultar em desligamento.
“Estamos sofrendo muito. Quando a gente vai cobrar, somos mandados embora. Já virou novela.”
Os colaboradores afirmam ainda que há atrasos constantes nos salários, com acúmulo de dois a três meses sem pagamento, gerando preocupação entre os profissionais. De acordo com os trabalhadores, médicos também enfrentam atrasos, mas conseguem se manter devido à atuação em outras instituições, enquanto servidores administrativos ou auxiliares dependem exclusivamente da remuneração paga pela IPSE.
Diante das denúncias, os colaboradores pedem uma resposta da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Saúde, solicitando fiscalização sobre a empresa contratada.
“A gente não aguenta mais esse descaso. A Prefeitura precisa pressionar a IPSE. Nós estamos pedindo ajuda, pelo amor de Deus”, concluiu.
O espaço está aberto para posicionamento da IPSE e da gestão municipal.


