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Operação Martelo prende sete pessoas e bloqueia R$ 270 milhões de organização criminosa

Foto: SSP-BA

A Polícia Civil da Bahia prendeu 14 investigados durante a Operação Martelo, no curso de uma investigação contra uma organização criminosa com atuação interestadual. Ao todo, foram cumpridas, nesta terça-feira (10), 28 ordens judiciais, sendo 14 de prisão e 14 de busca e apreensão. Como parte das medidas judiciais, foi determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 270 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados, medida voltada à asfixia financeira da organização criminosa.

 

As ações foram simultaneamente nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Laje, São Miguel das Matas, Morro de São Paulo e Feira de Santana, além de diligências nos estados de Alagoas, Paraná e Sergipe, e no sistema prisional.

 

Entre os alvos capturados, quatro prisões ocorreram em Santo Antônio de Jesus, duas em Valença, sendo um casal, duas no estado de Sergipe e uma em Alagoas, além do cumprimento de cinco mandados de prisão contra investigados já custodiados no sistema penitenciário. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares, porções de drogas, veículos, documentos, dinheiro em espécie, máquinas de cartões de crédito, notebooks e uma maleta contendo dinheiro falso.

 

A operação contou com a atuação integrada de equipes da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus), Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste), Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) e Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), mobilizando policiais civis nas ações coordenadas.

 

As investigações continuam, com novos desdobramentos previstos, e todo o material apreendido será submetido a perícia técnica e análises especializadas, com o objetivo de aprofundar as apurações, produzir provas periciais e identificar possíveis outros envolvidos.

Foto: Divulgação / PCBA

Bloqueio de ativos financeiros

No âmbito das medidas determinadas pela Justiça, foi realizado o bloqueio de R$ 270 milhões em ativos financeiros mantidos em contas bancárias e aplicações. As apurações identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, conforme apontado em relatórios policiais além de antecedentes criminais da maioria dos envolvidos.

A atuação integrada das unidades policiais tem como objetivo a responsabilização penal dos investigados e a desestruturação econômica e operacional da organização criminosa, especialmente por meio da interrupção de fluxos financeiros ilícitos e da apreensão de bens vinculados às atividades criminosas.

Cerca de 120 policiais civis participam da operação, por meio de equipes da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus), da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste), do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).