
No aniversário de 146 anos de Santo Antônio de Jesus, a equipe da Rádio Recôncavo foi às ruas para resgatar memórias que ajudam a contar a história da cidade. No quadro Histórias de SAJ, o repórter Cláudio Ferrary conversou com Faustino Cunha, de 93 anos, considerado o primeiro vice-prefeito do município.
Durante a entrevista, Faustino relembrou a origem do prédio da Prefeitura Municipal, construído em 1º de setembro de 1941, durante a gestão do médico e político Dr. Gorgônio de Almeida Araújo. Segundo ele, o imóvel foi erguido pelo Governo do Estado e, posteriormente, passou para o município após um projeto aprovado na Assembleia Legislativa da Bahia.
“A prefeitura funcionava mais ou menos onde hoje é o Banco do Brasil. Depois, com a construção do prédio, passou a funcionar ali”, contou.
Faustino também recordou a antiga estrada de ferro que cortava a região central da cidade. De acordo com ele, a linha passava em frente à atual avenida e seguia pelo trecho que ficou conhecido como Rua da Linha.
“Chamava Rua da Linha porque a estrada de ferro passava ali, com destino a Jiquiriçá”, explicou.
Outra lembrança marcante foi a antiga estação ferroviária, que, segundo Faustino, poderia ter sido preservada como parte da história do município. Ele lamentou a demolição do prédio, afirmando que o espaço teria grande importância para a memória de Santo Antônio de Jesus.
Na conversa, ele também explicou a origem de nomes tradicionais da cidade, bairro Maria Preta, Pau Preto e Rua do Expedicionário. Segundo Faustino, muitos desses nomes nasceram de personagens populares, fatos curiosos e marcas deixadas pelo tempo.
O ex-vice-prefeito também falou sobre a emancipação de Varzedo, que antes pertencia a Santo Antônio de Jesus, e relembrou discussões antigas envolvendo territórios ligados ao município.
Ao falar sobre o futuro da cidade, Faustino deixou uma mensagem de esperança.
“Eu espero para Santo Antônio de Jesus muita tranquilidade, muita paz e progresso. Que a nossa cidade possa crescer, criar e subir”, destacou.
Em meio às comemorações pelos 146 anos de Santo Antônio de Jesus, preservar a memória é também valorizar a identidade de um povo. Uma história que segue viva nos prédios antigos, nas ruas, nos bairros e, principalmente, nas lembranças de quem ajudou a construir a cidade.
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Por: Sandro Almeida
Foto: Claudio Ferrary


