
O Tribunal de Justiça da Bahia rejeitou, nesta terça-feira (9), o pedido de prisão domiciliar do caminhoneiro Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos, investigado pelo acidente que deixou 16 mortos na BR-116, no município de Santa Teresinha.
A defesa solicitou a conversão da prisão preventiva em domiciliar alegando que o motorista sofreu fratura na bacia e outros ferimentos em decorrência da colisão. Os advogados também argumentaram que o acusado é tecnicamente primário, possui residência fixa e exerce atividade profissional lícita.
Ao analisar o pedido, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva. Segundo a decisão, a medida está fundamentada na necessidade de garantia da ordem pública diante da gravidade concreta da ocorrência.
O tribunal destacou que, apesar de o motorista ser réu primário, os elementos reunidos no processo apontam para a elevada gravidade da conduta investigada.
A tragédia aconteceu na noite de 31 de maio, por volta das 19h, no km 506 da BR-116.
De acordo com as investigações, uma testemunha relatou ter visto o caminhão conduzido por Tauan invadir a contramão antes de colidir frontalmente com uma van que transportava passageiros.
O motorista ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, onde recebeu voz de prisão e participou da audiência de custódia por videoconferência.
As vítimas haviam saído de Salvador com destino a Amargosa para participar de uma festa de aniversário. O acidente ocorreu durante o retorno para casa.
A maioria dos ocupantes da van era moradora do bairro de Fazenda Coutos, no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
As 16 vítimas fatais ficaram presas às ferragens e morreram no local. Além dos mortos, quatro pessoas sofreram ferimentos graves, sendo três ocupantes da van e o motorista do caminhão.
O caso segue sob análise da Justiça e do Ministério Público.


