
O prefeito Genival Deolino afirmou que o aniversário da cidade, o São João e o São Pedro injetaram mais de R$ 100 milhões na economia de Santo Antônio de Jesus, e avaliou o entretenimento como o principal motor de geração de emprego, renda e economia para o município. O cálculo foi apresentado pelo gestor durante entrevista ao programa Levante a Voz, da Rádio Andaiá, apresentado por Leo Valente, na manhã desta quarta-feira (15).
Ao avaliar as festas promovidas pela Prefeitura, Genival destacou que teve que fechar o espaço por um determinado tempo durante o São João, por causa da superlotação registrada no show de Toque Dez. O prefeito também calculou o impacto financeiro na economia da cidade e afirmou que 60% do público que curtiu o São João era de outras cidades.
“Foi um sucesso muito grande este ano. Nós tivemos público recorde; teve um dia em que tivemos que fechar até o circuito por um determinado período no São João. Trazemos muito turista aqui para Santo Antônio de Jesus. É a ‘indústria limpa’. Calculamos que são mais de 100 milhões de reais que adentram na economia nesse período, de 29 de maio até o São Pedro.
Nós fizemos a pesquisa durante os dias principais de São João, os seis dias, e 60% das pessoas que estavam no circuito do São João eram de fora. Então, 40% de Santo Antônio de Jesus e 60% de fora.
Você imagina o quanto isso movimenta a nossa economia, o quanto gera de emprego e renda. Isso faz com que Santo Antônio de Jesus cresça cada vez mais. É importante, claro, o entretenimento, mas isso também gera emprego e renda e, consequentemente, melhora a economia para o nosso município.”, destacou.
Ainda durante a entrevista, o prefeito Genival explicou que reduziu o valor aplicado pela prefeitura por causa do aumento de patrocínio de grandes empresas que anunciam suas marcas no evento. Segundo ele, isso ‘ajuda a reduzir o custo da festa’.
“Santo Antônio de Jesus hoje, pela dimensão da festa, já está conseguindo reduzir o valor investido por meio de patrocínios. São grandes patrocinadores que vêm, aplicam e querem ver a sua marca estampada em uma grande festa. E isso ajuda a reduzir o custo da festa. Então, a cada ano, nós fazemos uma festa melhor, maior e com um custo sempre um pouco menor do que o do ano anterior. É isso o que está acontecendo, pelo menos em Santo Antônio de Jesus.”, afirmou.
Ao comentar o teto de R$ 700 mil estabelecido pela União dos Municípios da Bahia (UPB) para cachês de artistas durante os festejos juninos, medida adotada após reclamações de prefeitos sobre os valores cobrados por cantores, Genival Deolino disse que algumas bandas não aceitaram a readequação dos contratos e, por isso, ficaram de fora da programação.
“Santo Antônio de Jesus recebeu o selo de transparência. E este ano, teve uma questão ainda em que houve uma delimitação dos valores máximos que seriam pagos às bandas. Por isso, tivemos que alterar e adequar o contrato de algumas atrações; outras não aceitaram e ficaram de fora.”, disse na rádio.


