Bahia na Web

Mãe de delegada vítima de feminicídio em SAJ protesta por julgamento: “Enquanto esse ciclo não fechar, a família ainda está destruída”

Foto: Reprodução

A família ainda não tem uma resposta do Judiciário sobre o que vai acontecer com o suspeito de matar a delegada de polícia Patrícia Jackes, que segue preso. A mãe da delegada, a senhora Maria Jackes, protestou na manhã desta segunda-feira (17) com adesivos e cartazes com a foto da filha, cobrando o julgamento do ex-companheiro dela, Tancredo Neves Lacerda Feliciano de Arruda, preso preventivamente desde 2024, custodiado, mas que ainda não foi julgado pelo crime.

Em vídeo gravado pela mãe nesta manhã, Maria Jacques lamentou a demora e pediu justiça pela filha.

“Hoje faz dois anos que a minha filha foi vítima de feminicídio na Bahia e até hoje não teve julgamento. Nós estamos fazendo esse protesto para que as autoridades e o Judiciário abram uma vaguinha e façam justiça pela minha filha, a Dra. Patrícia, delegada de Santo Antônio de Jesus. Enquanto esse ciclo não fechar, a família ainda está destruída para sempre, por favor, marquem esse julgamento”, disse.

Patrícia Jackes foi encontrada morta dentro de um veículo em São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador. O corpo da delegada foi localizado na manhã de 11 de agosto de 2024, no banco do carona de um veículo.

Patrícia trabalhava na Delegacia Territorial de São Felipe e havia sido vista pela última vez na noite anterior, quando publicou imagens em um restaurante de Santo Antônio de Jesus.

Tancredo foi preso em flagrante pela Polícia Civil e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia. Ele foi apontado como principal suspeito da morte da delegada.

Além do feminicídio, ele também foi investigado por ocultação de cadáver, fraude processual e comunicação falsa de crime.

Segundo informações da Polícia, imagens de câmeras de segurança registraram Tancredo por volta de 1h da madrugada de domingo conduzindo o veículo no qual o corpo de Patrícia foi encontrado. Nas imagens, ele aparecia “descontraído e sorridente, enquanto a vitima não interagia de forma alguma, aparentando está imóvel, estática”.

Dois anos após a morte da delegada, Tancredo permanece preso, mas ainda não foi julgado. O processo segue na Justiça e não há, até o momento, uma sentença definitiva sobre a responsabilidade dele pela morte de Patrícia Jackes.