
Um forte terremoto de magnitude 7,2 foi registrado na região de Ayacucho, no Peru, por volta das 15h (horário de Brasília). Segundo o Instituto Geofísico do Peru (IGP), o epicentro do abalo foi localizado a 35 km ao norte de Coracora, com profundidade de 108 km. Felizmente, não foram relatados mortos ou feridos pelas autoridades locais, e o risco de tsunami foi descartado pela Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha do Peru. No entanto, o chefe do IGP, Hernando Tavera, relatou que “moradores saíram de casa assustados em várias regiões”.
O evento sísmico no Peru ocorre em uma área conhecida como Anel de Fogo do Pacífico, onde a atividade tectônica é intensa e os tremores são frequentes. Contudo, essa recente sequência de fortes sismos na América do Sul — que também incluiu abalos de magnitude 7,4 na Colômbia e até 7,5 na Venezuela nos meses anteriores — acendeu o alerta sobre o impacto desses fenômenos no território brasileiro. Em Manaus, por exemplo, prédios públicos e comerciais foram evacuados por medida de segurança após o tremor colombiano ser sentido a quase 2.000 km de distância.
Embora o Brasil esteja localizado no interior da Placa Sul-Americana, onde os abalos tendem a ser mais fracos, tremores de maior magnitude já foram documentados no país. O maior registro histórico ocorreu em Mato Grosso, no ano de 1955, alcançando 6,6 graus, enquanto em 2022 o Acre registrou um abalo de 6,5 na escala Richter. Além disso, estimativas do Serviço Geológico do Brasil apontam que terremotos acima de 7,0 podem ocorrer em solo brasileiro, porém em intervalos muito longos, estimados em média uma vez a cada 500 anos.


