
Dez pessoas foram presas nesta quinta-feira (27), na Bahia, suspeitas de envolvimento em crimes de estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abusos sexuais contra crianças e adolescentes. As prisões ocorreram durante a Operação Brilho do Amanhã, deflagrada pela Polícia Civil em Salvador e outros municípios do estado.
A ação mobilizou cerca de 120 policiais e também cumpriu mandados de busca e apreensão. Entre os investigados estão dois jornalistas, um policial militar aposentado e um médico urologista.
Um dos jornalistas trabalhava na assessoria de comunicação de uma organização não governamental voltada à proteção de crianças e adolescentes. Já o médico foi alvo de uma busca em seu apartamento, localizado na Ladeira da Barra, em Salvador. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a investigação envolvendo o profissional.
Entre os presos está um homem de 24 anos, suspeito de estupro de vulnerável, produção e armazenamento de pornografia infantil. As investigações indicam que pelo menos três vítimas teriam sido abusadas por ele, que teria se aproveitado do vínculo de parentesco.
Outro investigado é um servidor público aposentado e policial militar da reserva. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de abusar de cinco familiares e foi encaminhado ao Batalhão de Choque, onde permanece custodiado.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares e HDs externos. Os equipamentos serão periciados para identificar possíveis registros de crimes, novas vítimas e outros envolvidos.
A investigação também busca identificar eventuais conexões entre os suspeitos e outros crimes cometidos ou compartilhados no ambiente digital.
Os mandados foram cumpridos em Salvador, Lauro de Freitas, Itagi, Seabra, São Félix e Conceição do Coité. Na capital baiana, as equipes atuaram em pelo menos 11 bairros.
A Operação Brilho do Amanhã é uma ação permanente da Polícia Civil da Bahia. A atual fase começou em 24 de agosto e segue até esta sexta-feira (28), com ações de inteligência, cumprimento de medidas cautelares e análise dos resultados das diligências.
A operação é coordenada pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e conta com apoio da Coordenação de Operações Especiais (CORE), Departamento de Polícia Técnica (DPT), Polícia Militar da Bahia e Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP).


