
O apoio do ex-prefeito de Salvador ACM Neto à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República não se refletiu em um crescimento expressivo da votação do senador na Bahia entre o primeiro e o segundo turno das eleições, segundo os números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
De acordo com os dados divulgados, Flávio recebeu 166.176 votos a mais no estado em comparação com o primeiro turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua votação em 820.487 votos. O resultado indica que o crescimento de Lula foi significativamente superior ao do adversário no eleitorado baiano.
O desempenho também chama atenção diante do chamado voto “LulaNeto”, expressão utilizada para identificar eleitores que apoiavam ACM Neto na disputa estadual, mas declaravam preferência por Lula na eleição presidencial.
Resultado do primeiro turno na Bahia
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula terminou a votação na Bahia com 66,17% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 28,53%.
– Lula (PT): 5.664.771 votos — 66,17%.
– Flávio Bolsonaro (PL): 2.442.585 votos — 28,53%.
Resultado do segundo turno
No segundo turno, realizado em 25 de outubro, Lula ampliou sua vantagem no estado e alcançou 71,31% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro chegou a 28,69%.
– Lula (PT): 6.485.258 votos — 71,31%.
– Flávio Bolsonaro (PL): 2.608.761 votos — 28,69%.
A comparação entre os dois turnos mostra uma diferença significativa no crescimento da votação dos candidatos na Bahia.
Flávio Bolsonaro (PL) 166.176 +0,16 ponto percentual
Lula (PT) 820.487 +5,14%
Os números indicam que Lula recebeu quase cinco vezes mais votos adicionais do que Flávio Bolsonaro entre os turnos. Enquanto o candidato do PL teve uma variação de apenas 0,16 ponto percentual na participação dos votos válidos, o petista ampliou sua votação de 66,17% para 71,31%.
O resultado ocorreu apesar do apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro. Do outro lado, a mobilização política liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues, ao lado dos senadores Rui Costa e Jaques Wagner e de integrantes da base aliada, foi apontada como parte da articulação em favor de Lula no estado.


