
A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, comentou a situação da regulação de pacientes durante visita ao Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), nesta quinta-feira (27). A declaração ocorre após manifestações na região motivadas pela espera por transferência de pacientes, incluindo protestos com bloqueio de rodovias.
“A regulação é um desafio, a gente sabe disso.”
Segundo a secretária, o Estado acompanha indicadores relacionados ao tempo de espera e trabalha para localizar vagas com maior rapidez. Ela explicou que a regulação é utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para organizar o encaminhamento de pacientes conforme a gravidade e a disponibilidade de atendimento na rede.
“Temos indicadores que demonstram a evolução do tempo de atendimento e é pra isso que a gente trabalha o tempo todo, pra localizar a vaga mais rápido.”
Roberta Santana afirmou que atualmente 80% dos atendimentos são regulados em até 24 horas, enquanto a meta da Secretaria da Saúde da Bahia é alcançar 100% nesse intervalo.
“Nosso tempo de atendimento hoje, estamos com 80% dos atendimentos atendidos em 24 horas. Nossa meta é chegar em 100%. Para isso, temos ampliado a rede.”
A secretária citou a expansão da estrutura hospitalar como uma das estratégias para reduzir o tempo de espera. Segundo ela, o Estado ampliou a rede com novos hospitais e leitos, além da contratação de serviços complementares da rede privada.
Entre os casos que podem ultrapassar as 24 horas estão pacientes que necessitam de tratamentos altamente especializados. Roberta mencionou situações oncológicas, como leucemia e tumores ósseos, que podem exigir transferência para Salvador devido à falta de especialistas e à limitação de leitos específicos no interior.
“São situações de tratamento oncológico, principalmente leucemia muito especializado, ou um tumor ósseo, ou a leucemia, que precisam ainda, por conta da falta de especialistas nessa região, ser transferido para Salvador.”
Diante dos protestos registrados na região, Roberta Santana afirmou compreender a angústia dos familiares que aguardam pela transferência de um paciente. No entanto, pediu que as famílias busquem inicialmente os profissionais disponíveis nas próprias unidades de saúde.
“Eu peço que sempre que houver um movimento, uma insatisfação ou uma ansiedade da família, que busque primeiro a unidade. os nossos diretores médicos, nosso assistente social, para a gente poder conversar com a família e poder explicar o que está sendo feito.”
Para a secretária, a ampliação da rede é fundamental para enfrentar a demanda. Ela citou novos hospitais, leitos e serviços especializados como medidas adotadas pelo Estado para reduzir a pressão sobre o sistema de regulação.


