
O estado da Bahia foi um dos quatro estados que mais receberam verbas federais para obras de infraestrutura após desastres naturais durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2023 e 2026. Ao todo, foram 52 repasses que somaram mais de R$ 73 milhões em recursos federais investidos entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, últimos três anos e oito meses, para a reconstrução ou recuperação de infraestruturas danificadas por desastres naturais no estado.
A informação, obtida pela Fiquem Sabendo (FS) via Lei de Acesso à Informação (LAI), é da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). Conforme o detalhamento dos órgãos federais, o total investido nesse segmento foi de R$ 1.140.504.013,91 (um bilhão e cento e quarenta milhões de reais) em todo o país.
A frente da Bahia, os estados que mais receberam valores para reparações após desastres foram Rio Grande do Sul (RS), com R$ 467,3 milhões de investimentos em obras; Minas Gerais (MG), com R$ 179,9 milhões em verbas; e Santa Catarina (SC), com R$ 80,5 milhões.
Os dados divulgados pelos órgãos detalham ainda os tipos de desastres e das datas das ocorrências que demandaram o envio de verbas aos estados. Na Bahia, R$ 65,16 milhões, equivalentes a 88,6% do total, foram pagos em desastres vinculados às chuvas intensas. O valor foi dividido em 46 repasses, sendo que o “caro” foi destinado a Itabuna, no dia 19 de maio de 2023, no valor de R$ 24,8 milhões.
Os demais tipos de desastres na Bahia também estão relacionados ao manejo de águas: R$ 7,54 milhões (10,3%) dos recursos foram enviados para obras relacionadas a inundações e enxurradas corresponderam a aproximadamente R$ 804,6 mil (1,1%).
Já na esfera nacional, as chuvas intensas também concentram 76,3% do valor pago nacionalmente para recuperação de infraestrutura após desastres. Seriam R$ 869,7 milhões só para este tipo de desastre natural, divididos em mais de 900 repasses. Em seguida aparecem as enxurradas, com 64 repasses que chegaram a R$ 62,2 milhões.
Já as erosões costeiras/marinhas são o terceiro maior gasto entre os tipos de desastres naturais mapeados, apesar de possuírem um dos menores número de ocorrências que provocaram repasses. Ao todo, foram 6 repasses que somaram R$ 44,8 milhões.


