
Na véspera do Dia da Consciência Negra, o município de Castro Alves abriu oficialmente a segunda edição do Festival da Consciência Negra, um evento que já se consolida no calendário cultural da região. Marcado pela tradição, pela memória e pela valorização da identidade afro-brasileira, o festival reúne apresentações artísticas, intercâmbio cultural e debates sobre a importância da data para toda a comunidade.
Durante a abertura, a secretária de Cultura, Dona Nilza destacou que o 20 de novembro vai muito além da comemoração. Para ela, a data é um momento de honrar as lutas dos antepassados e reafirmar conquistas.
“Celebrar o 20 de novembro é celebrar nossas histórias, nossos ancestrais. É mostrar à juventude negra que temos um legado a continuar. Somos descendentes de reis e rainhas, e precisamos manter viva essa luta que começou com os mais velhos”, afirmou.
A secretária também reforçou que o festival foi construído para preservar e valorizar a cultura local, além de promover trocas com outras regiões. “Cultura é arte, dança, expressão. Quando mostramos isso aos nossos jovens, mostramos que eles têm história e têm futuro. É fundamental manter viva a nossa identidade e promover intercâmbios, como o que teremos com o Samba do Rio de Janeiro.”
Segundo ela, a programação reúne apresentações de artistas do município e do Recôncavo, reforçando o potencial cultural da região. “Quando percebi a força cultural de Castro Alves e dos municípios vizinhos, entendi que precisamos sempre estimular esse intercâmbio para inspirar nossos jovens. Cultura é riqueza e conhecimento”, completou.
Município referência em políticas antirracistas
A vice-prefeita Fernanda Alves também destacou o papel da Prefeitura na promoção do festival e na defesa da igualdade racial. Segundo ela, Castro Alves é um dos poucos municípios do Recôncavo e possivelmente da Bahia que possui uma lei municipal dedicada à valorização das religiões de matriz africana e à implementação de ações de educação antirracista.
“No nosso município, o dia 20 de novembro não é apenas o Dia da Consciência Negra, mas também o Dia Municipal de Valorização das Religiões de Matriz Africana. Temos uma lei que garante a capacitação dos servidores em educação antirracista. Esse festival coroa um trabalho contínuo que realizamos ao longo do ano”, destacou.
A vice-prefeita ainda comentou sobre o calendário municipal e as próximas atividades culturais. Ainda neste semestre, Castro Alves terá o Dia da Padroeira, em 8 de dezembro, além das festas religiosas que marcam o final do ano. Em 2026, o município já se organiza para a tradicional Feira Literária, em março, e para o São João, considerado o ponto alto das festividades locais.
O festival segue com programação até este domingo, reunindo apresentações culturais, rodas de conversa e manifestações artísticas que celebram a ancestralidade e reafirmam o compromisso de Castro Alves com a luta contra o racismo e a valorização da identidade negra.


