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Começa o júri popular de suspeito de matar vizinho por causa de um copo térmico em Varzedo; família pede justiça

Foto: Reprodução

Começa nesta terça-feira (23) no Fórum Desembargador Wilde Oliveira Lima, em Santo Antônio de Jesus, o júri popular do suspeito de matar um vizinho a facadas, após uma discussão por um copo térmico na noite de Réveillon do dia 31 de dezembro de 2023, em Varzedo. Aloísio tinha 38 anos, e foi morto após as facadas.

Jailma, sobrinha da vítima, disse que o tio estava em um bar com o suspeito, que, segundo ela, escondeu o copo térmico e, em seguida, o levou para casa. A tragédia se desencadeou quando Aloísio foi até a residência do vizinho para questionar o sumiço do objeto, sendo surpreendido com a acusação de roubo e, na sequência, com as facadas.

“Meu tio, ele tava bebendo com esse tal amigo dele, e aí eu não sei por qual motivo ele simplesmente escondeu o copo, um copo stanley que a gente conhece mais, daqueles térmico. E aí ele escondeu esse copo e simplesmente jogou a culpa no meu tio. Aí ele ainda chegou a levar meu tio pra casa e depois ele voltou batendo na porta e gritando meu tio, meu tio simplesmente saiu. E aí na hora que ele saiu foi ele já perguntando, ah eu quero meu copo, eu quero meu copo, meu tio achei que copo e tal. Você roubou o meu copo e já deu de facada pro meu tio.”, relatou Jailma.

Jailma ainda contou que, mesmo esfaqueado, Aloísio não saiu de casa em busca de ajuda. Ele se arrastou até a casa de uma vizinha, que foi quem entrou em contato com a família, que estava na Ilha na virada de ano. Infelizmente, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. A família agora busca justiça no tribunal.

“Meu tio, antes de morrer, ele contou toda essa história. Temos o vídeo dele contando realmente como foi que aconteceu. E aí, meu tio saiu pela porta da cozinha e foi se rastejando até a casa de uma vizinha próxima, foi onde ele pediu socorro e tal…”, afirmou Jailma. A vítima chegou a ser internada, mas não resistiu aos ferimentos. “Então a gente quer justiça, gente. Meu tio não tem culpa, ele é inocente.”, concluiu a sobrinha.