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Delegada do Pará é presa sob suspeita de favorecer o PCC

Maria Virgínia Grimwood Pinto, delegada da Polícia Civil do Pará
Imagem: Reprodução/Facebook

Uma delegada da Polícia Civil do Pará foi presa nesta quinta-feira (15), em Brasília, sob suspeita de repassar informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).
A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investiga suspeitas de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e corrupção de agentes públicos.
A policial é Maria Virgínia Grimwood Pinto, que foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência e em seu gabinete, em Belém. A reportagem não localizou a defesa da delegada. Questionada, a Polícia Civil não informou se ela constituiu advogado.
Em nota, a Polícia Civil do Pará afirmou que prestou apoio operacional à corporação pernambucana para o cumprimento das diligências no estado. A instituição disse que, após tomar conhecimento integral dos fatos, encaminhará os autos à Corregedoria-Geral para análise e adoção das medidas cabíveis, com observância do devido processo legal.
Segundo o Ministério Público do Pará, a investigação aponta uma possível ligação da delegada com Renato Henrique do Carmo, conhecido como Gordão, apontado como uma das lideranças do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca (PE). Ele foi preso em janeiro de 2025, durante a Operação Sinalagma.
De acordo com as apurações, Maria Virgínia é suspeita de receber vantagens financeiras indevidas para fornecer informações sigilosas e favorecer integrantes da organização criminosa. A investigação também identificou indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com suspeitas de uso de documentos falsos, empresas e contas bancárias de terceiros para movimentar recursos e dissimular a origem dos valores.
Em Belém, equipes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da delegada e em seu gabinete, na Divisão de Polícia Administrativa, localizada na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Pará.
A operação foi organizada pela Polícia Civil de Pernambuco, com apoio da corporação paraense e participação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Pará.
O Ministério Público informou que acompanha a investigação há cerca de seis meses. O trabalho inclui a análise de dados telemáticos, informações de inteligência e relatórios de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
De acordo com os investigadores, as suspeitas atribuídas à delegada podem configurar crimes de corrupção, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa, entre outras infrações, que ainda dependem de apuração.