
A diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de matar um casal de idosos a facadas em Belo Horizonte, foi presa na madrugada desta quinta-feira (2) em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela foi localizada por policiais civis enquanto estava acompanhada do filho, de 6 anos.
Paola é apontada pela Polícia Civil como autora do assassinato do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, morto com 17 facadas, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, atingida por sete golpes. Segundo as investigações, ela havia sido indicada para trabalhar como diarista na residência das vítimas.
Imagens de câmeras de segurança registraram a suspeita entrando no prédio na manhã do crime e deixando o local horas depois. De acordo com a polícia, após matar o casal, ela tomou banho no apartamento, trocou de roupa e saiu levando bolsas, mochilas e outros pertences das vítimas.
Em entrevista coletiva, o delegado Gustavo Barletta informou que a suspeita foi localizada ainda na quarta-feira (1º) pelo setor de inteligência da Polícia Civil, que passou a monitorar seus deslocamentos antes de efetuar a prisão. Segundo ele, Paola não resistiu à abordagem e afirmou aos policiais que já esperava ser presa devido à repercussão do caso.
Ainda de acordo com o delegado, a diarista confessou o crime durante conversa com os investigadores. Ela afirmou que foi ao apartamento sem a intenção de cometer um roubo, mas decidiu levar objetos de valor após ver os bens do casal. Questionada sobre o motivo dos assassinatos, alegou ter sofrido um “surto psicótico”. No auto de prisão em flagrante, no entanto, optou por permanecer em silêncio.
A Polícia Civil informou ainda que a suspeita negou que o crime tenha sido motivado por dívidas com jogos de azar. Conforme o delegado, ela afirmou que os débitos já haviam sido quitados e disse que pretendia vender os objetos levados do apartamento para obter dinheiro para despesas pessoais.


