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Dois anos após morte de Patrícia Jackes, suspeito segue preso, mas ainda não foi julgado

Patrícia Jackes — Foto: Reprodução

Nesta segunda,10 de agosto, completam-se dois anos da morte da delegada Patrícia Jackes, encontrada morta dentro de um veículo em São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador. O companheiro dela, Tancredo Neves Lacerda Feliciano de Arruda, foi preso preventivamente e permanece custodiado, mas ainda não foi julgado pelo crime.

O corpo da delegada foi localizado na manhã de 11 de agosto de 2024, no banco do carona de um veículo. Patrícia trabalhava na Delegacia Territorial de São Felipe e havia sido vista pela última vez na noite anterior, quando publicou imagens em um restaurante de Santo Antônio de Jesus.

Suspeito foi preso após investigação

Tancredo foi preso em flagrante pela Polícia Civil e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia. Ele foi apontado como principal suspeito da morte da delegada.

Além do feminicídio, ele também foi investigado por ocultação de cadáver, fraude processual e comunicação falsa de crime.

Segundo informações da Polícia, imagens de câmeras de segurança registraram Tancredo por volta de 1h da madrugada de domingo conduzindo o veículo no qual o corpo de Patrícia foi encontrado. Nas imagens, ele aparecia “descontraído e sorridente, enquanto a vitima não interagia de forma alguma, aparentando está imóvel, estática”.

Versão de sequestro

Durante as investigações, Tancredo afirmou que ele e Patrícia teriam sido sequestrados enquanto estavam no veículo da delegada. Segundo o relato apresentado por ele, os criminosos teriam levado Patrícia e o libertado posteriormente.

A Polícia informou, na época, que não havia encontrado vestígios capazes de confirmar a versão apresentada pelo suspeito.

O histórico do relacionamento também foi considerado durante as investigações. Tancredo já havia sido acusado de agressões contra Patrícia. Em maio de 2024, uma das discussões entre o casal teria deixado a delegada com dois dedos quebrados.

Outras mulheres, incluindo ex-namoradas e ex-companheiras, também já haviam feito acusações de agressão contra Tancredo.

Dois anos depois

Passados dois anos desde a morte da delegada, Tancredo permanece preso, mas ainda não foi julgado. O processo segue na Justiça e não há, até o momento, uma sentença definitiva sobre a responsabilidade dele pela morte de Patrícia Jackes.