
Uma contadora e uma corretora são suspeitas de aplicarem um golpe envolvendo a venda de uma fazenda em Castro Alves, cidade que fica no Recôncavo Baiano. A vítima enganada no esquema teve um prejuízo de R$ 1,5 milhão.
As suspeitas fingiram ser donas da fazenda e lavaram o dinheiro transferido pela vítima. Uma delas, a contadora Maria Nildes Santos de Aquino, de 63 anos, foi presa na terça-feira (23), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, durante uma operação da Polícia Civil.
A outra suspeita, a corretora Valdiane Lima Souza e Santos, de 52 anos, está foragida.
Entenda como funcionou o golpe aplicado pelas suspeitas:
- A fazenda localizada em Castro Alves fazia parte de um espólio – um conjunto de bens deixados por uma pessoa que morreu.
- Para que a vítima não desconfiasse do golpe, a contadora Maria Nildes fingiu ser a inventariante dos bens, ou seja, a pessoa responsável pelos bens da suposta pessoa que morreu.
- A vítima, um fazendeiro, fez diversas transferências para a contadora Maria Nildes para comprar o imóvel.
- Depois de receber os valores, a contadora repassou o dinheiro para uma empresa vinculada a ela, localizada em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia.
- O dinheiro foi lavado através do repasse para outras diversas contas.
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Cidade de Castro Alves, na Bahia — Foto: Leandro Alves/Blog Bahia10
Funções das suspeitas
A prisão da contadora Maria Neides ocorreu durante a Operação Arizona, deflagrada em Feira de Santana e Lauro de Freitas, na terça-feira. Além do cumprimento do mandado de prisão contra a suspeita, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços nas duas cidades.
De acordo com as investigações, a contadora Maria Neides foi responsável por operacionalizar o recebimento dos valores.
Já a corretora Valdiane Lima operou como mentora do estelionato.
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Valdiane Lima Souza e Santos também teve a prisão decretada e é procurada pela polícia — Foto: Redes sociais
Possíveis outras vítimas
De acordo com o delegado João Uzzum, da 1ª Delegacia Territorial de Feira de Santana, há possibilidade de outras pessoas terem sido enganadas pelas suspeitas. A polícia também investiga o envolvimento de mais pessoas no esquema.


