
O presidente e candidato à reeleição Lula esclareceu, nesta terça-feira (29), durante comício em frente ao Farol da Barra, em Salvador, uma declaração sobre exames de próstata. Ao falar sobre a resistência dos homens a esse tipo de exame, Lula afirmou que mulheres aprendem a “tomar toque desde pequenas”. Segundo o PT, ele se referia a exames ginecológicos preventivos.
Lula também falou sobre a realização da primeira operação robótica de câncer de próstata no Pará. Segundo o presidente, o procedimento é preciso e, após a cirurgia, o homem não fica “incontinência”, não precisa usar fraudão e não perde a capacidade sexual.
“O Presidente Lula obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem. O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos”, afirmou o PT em nota enviada ao Poder360.
O presidente falava sobre a realização da 1ª cirurgia robótica de próstata no Pará e sobre a resistência de homens a exames relacionados à próstata. A fala provocou críticas de integrantes da oposição. O PL afirmou que a declaração era “repugnante” e disse que Lula havia desrespeitado mulheres.
Na nota, o PT afirmou que a repercussão seria uma tentativa de integrantes do “campo bolsonarista” de “deturpar” a declaração. O partido relacionou a reação à disputa eleitoral e a acusações contra Flávio Bolsonaro.
“Por desespero diante dos resultados das últimas pesquisas e para tentar tirar o foco da série de denúncias sobre Flávio Bolsonaro, está em curso no campo bolsonarista uma tentativa de deturpar a declaração do Presidente”, afirmou.
O PT também classificou a repercussão da fala de Lula como “mais uma ação do Gabinete do Ódio Bolsonarista” para “alimentar a máquina de desinformação.
Embora o PT afirme que Lula se referia de forma geral a exames ginecológicos preventivos realizados desde jovem, o rastreamento do câncer do colo do útero segue critérios específicos definidos pelo Ministério da Saúde. A orientação oficial é que o rastreamento seja oferecido a mulheres e outras pessoas com colo do útero dos 25 aos 64 anos que já tiveram atividade sexual. A recomendação se refere à população-alvo geral e a pessoas sem sintomas.
Em 2025, o Ministério da Saúde aprovou novas Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero. O teste molecular de DNA-HPV oncogênico passou a ser o exame primário de rastreamento. O Papanicolau, também chamado de exame citopatológico, continua sendo utilizado nos locais onde a nova tecnologia ainda não está disponível.
Segundo as diretrizes, para mulheres com menos de 25 anos, o rastreamento representa mais riscos do que benefícios e não é recomendado, na população de risco padrão, nem com testes moleculares nem com citologia.


