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O que pode acontecer com Flávio Bolsonaro nos EUA se democratas derrotarem Donald Trump no Congresso?

Flávio Bolsonaro e Donald Trump | Crédito: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou aos Estados Unidos a uma semana das eleições de meio de mandato (midterms), que vão renovar toda a Câmara dos Deputados e cerca de um terço do Senado no país. Por conta disso, nas redes sociais, brasileiros têm pedido a candidatos democratas a expulsão do senador dos EUA.

Para 2026, as projeções indicam que o Partido Democrata, que faz oposição ao presidente Donald Trump, pode reconquistar a maioria no Congresso, que hoje é dos republicanos. A hashtag #DeportTheBolsonaros ficou entre as mais compartilhadas do X no Brasil nesta sexta-feira (30). Mas como as midterms podem afetar a permanência de Flávio, aliado de Trump, no país?

Especialistas ouvidos pelo g1 apontam que a deportação ou expulsão do senador não está nas mãos do Congresso. Isso porque as decisões sobre a permanência de estrangeiros nos EUA envolvem órgãos do Executivo, como o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e o Departamento de Segurança Interna (DHS), ambos submetidos ao governo Trump.

Mas as Casas poderiam abrir uma investigação para apurar um possível envolvimento das autoridades norte-americanas na fuga do senador brasileiro e se houve algum favorecimento na concessão de vistos para ele e sua família.

Além disso, ainda na visão dos especialistas, eventuais investigações e cobranças públicas poderiam ampliar a pressão política sobre o governo Trump e influenciar uma possível decisão das autoridades norte-americanas sobre a permanência de Flávio no país.

Apesar dessa possibilidade, a avaliação é de que a situação de Flávio não deve estar entre as prioridades dos democratas caso conquistem a maioria no Congresso. A tendência, segundo eles, é que a oposição concentre esforços em limitar as ações de Trump, especialmente na política econômica e em questões internas, como o custo de vida da população, além de se preparar para a eleição presidencial de 2028. G1