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Operação Martelo chega a 15 prisões; fundador do Bonde de SAJ e líderes do CV são alcançados

Foto: Reprodução

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na segunda-feira (10), a Operação Martelo e prendeu 15 pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa com atuação em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, e ramificações em outros estados. A ofensiva também resultou no bloqueio judicial de até R$ 270 milhões em bens e valores ligados ao grupo investigado.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Seis das prisões ocorreram fora da Bahia, nos estados da Paraíba, Sergipe e Alagoas.

Na Paraíba, foram localizados e presos dois apontados como lideranças do tráfico em Santo Antônio de Jesus: P.R.D.S.S., conhecido como “Paulinho de Branca”, e Z.D.S.S., apelidado de “Branca”. Já em Sergipe, os mandados atingiram o fundador do grupo conhecido como “Bonde de SAJ”, U.R.D.R., o “Fari”, além de J.R.A.F., o “Piu-Piu”, e a companheira dele, J.A.S., considerados integrantes estratégicos da organização.

Na Bahia, as diligências ocorreram em Santo Antônio de Jesus, São Miguel das Matas, Laje, Valença e Cairu. Entre os presos está E.D.S.F., conhecido como “Pinha”, apontado pelas investigações como um dos principais traficantes da região.

Ainda no decorrer da operação, no distrito de Morro de São Paulo, em Cairu, dois familiares próximos ao fundador da organização foram presos por suspeita de atuar na movimentação de valores oriundos do tráfico de drogas. Um outro suspeito também foi autuado em flagrante após ser encontrado com drogas e munições, elevando para 15 o número total de prisões.

Além das capturas, a Operação Martelo mirou o braço financeiro do grupo criminoso. A Justiça determinou o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 270 milhões, além da apreensão de veículos, medida que, segundo a Polícia Civil, compromete de forma significativa a estrutura econômica da organização.

A ação contou com o apoio da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).

Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) e pela 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Antônio de Jesus), a investigação foi desenvolvida ao longo de aproximadamente um ano e teve como foco desarticular o esquema interestadual voltado, principalmente, ao tráfico de drogas.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação da organização criminosa na região.