Bahia na Web

Salário mínimo de R$ 1.621 começa a valer nesta quinta-feira (1º)

Crédito: Brenda Rocha – Blossom/Shutterstock

O novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, começa a valer a partir desta quinta-feira (1º), em todo o Brasil. O reajuste é de 6,79% em relação ao piso anterior, de R$ 1.518, e considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada em 12 meses até novembro, somada a um ganho real limitado pela regra do arcabouço fiscal.

Com essa limitação, o aumento ficou R$ 15 abaixo do que seria aplicado caso o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes fosse incorporado integralmente ao cálculo. Sem o teto imposto pela regra fiscal, o salário mínimo teria chegado a R$ 1.636 em 2026.

O salário mínimo é referência para uma série de benefícios e obrigações, como aposentadorias, pensões e auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pagos pelo piso, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o abono do PIS/Pasep, o valor mínimo do seguro-desemprego, além das contribuições mensais do MEI (microempreendedor individual) e de limites para ações judiciais.

A política de valorização do salário mínimo foi retomada no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prevê a correção pela inflação somada à variação do PIB de dois anos antes. Em 2024, o INPC acumulado foi de 4,18%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), enquanto a economia cresceu 3,4%.

Pelas regras atuais, no entanto, o ganho real incorporado ao piso ficou limitado a 2,5%, percentual atrelado à expansão permitida pelo arcabouço fiscal, que estabelece crescimento real das despesas entre 0,6% e 2,5% ao ano acima da inflação. Segundo o governo, a medida busca conter o avanço de gastos obrigatórios, como aposentadorias e pensões do INSS, e preservar a sustentabilidade da regra fiscal.

O índice final ficou abaixo das projeções iniciais do próprio governo. No fim de novembro, a estimativa era de que o salário mínimo chegasse a R$ 1.631, valor depois revisto para R$ 1.627, diante da expectativa de inflação maior do que a registrada.

O reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na renda da economia em 2026. Caso a regra anterior estivesse em vigor, com repasse integral do crescimento do PIB, o impacto seria maior, estimado em R$ 93,7 bilhões, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).