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Secretário destaca papel estratégico de São Roque do Paraguaçu nas obras da Ponte Salvador – Vera Cruz

Imagem: Reprodução

O secretário extraordinário do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador–Vera Cruz, Mateus da Cunha Dias, visitou o canteiro de obras localizado em São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, apontado como o “coração industrial” do projeto da Ponte Salvador– Vera Cruz. Durante a visita, ele explicou a importância estratégica da estrutura para o andamento da obra.

Segundo o secretário, o local é responsável pela fabricação das principais peças que serão utilizadas na construção da ponte. “Estamos visitando o canteiro de São Roque do Paraguaçu, que é o canteiro industrial da obra. É onde preparamos as principais peças, sejam elas pré-moldadas ou de aço usinado e soldado”, afirmou.

Ainda de acordo com Mateus da Cunha Dias, os componentes produzidos no canteiro servirão, inicialmente, para a montagem da plataforma provisória que dará suporte logístico à execução da obra. Em uma segunda etapa, essas estruturas também serão empregadas na construção da plataforma principal da ponte.

Com investimento estimado em R$ 11,6 bilhões, sendo R$ 3 bilhões provenientes do Governo Federal, a Ponte Salvador–Itaparica teve o início simbólico das obras em julho deste ano. O empreendimento será executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), liderada pelas empresas chinesas CCCC e CCECC. A estrutura terá 12,4 quilômetros de extensão, tornando-se a maior ponte sobre o mar da América Latina, com previsão de conclusão em 2031. Durante o pico da construção, cerca de 7 mil trabalhadores deverão atuar na obra, que utilizará soluções inéditas de engenharia, como uma plataforma operacional sobre a água e mastros com mais de 200 metros de altura.

Além da dimensão da engenharia, o projeto é considerado estratégico para o desenvolvimento da Bahia. A expectativa é reduzir em até duas horas o tempo de deslocamento entre Salvador e o sul do estado, beneficiando diretamente cerca de 10 milhões de pessoas em aproximadamente 250 municípios, o equivalente a cerca de 70% da população baiana.

O governo também aposta no fortalecimento do turismo, na melhoria do escoamento da produção e na integração econômica do Recôncavo e do Baixo Sul.