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VÍDEO: Pré-candidata do PL é filmada agredindo entregador e alega motivação política

Fotos: Reprodução / Redes Sociais / Ilustração aprimorada com I.A (Gemini)

A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, utilizou suas redes sociais para exibir hematomas e se defender das acusações após a repercussão de um vídeo em que aparece agredindo um entregador de móveis. O caso ocorreu na manhã da última quinta-feira em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

 

Nas imagens gravadas por testemunhas, Renata é vista desferindo tapas no rosto, xingando e arremessando pedras contra o profissional. Em outro momento, ela corre atrás do entregador na tentativa de detê-lo, questionando se ele a havia agredido. Confira abaixo:

 

De acordo com relatos de um morador local, a discussão teria começado porque o entregador explicou que não conseguiria descarregar um sofá sozinho e precisaria do auxílio de outro funcionário da loja para concluir o serviço, o que a pastora não teria aceitado.

 

VERSÃO DA PASTORA
A pré-candidata, que conta com mais de 1,1 milhão de seguidores nas redes sociais, alega que a briga foi motivada por intolerância política após o profissional identificá-la como bolsonarista. Em publicação feita neste sábado, gravada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na presença de um policial militar, Renata exibiu marcas nas mãos e pernas. Ela afirmou ter sido alvo de “chutes, socos e beliscões” e sugeriu que o entregador teria agido a mando de opositores políticos.

 

Posteriormente, em postagens no Instagram, a pastora reconheceu que não deveria ter agredido o entregador com tapas, mas reiterou ser a verdadeira vítima no episódio. Sua defesa alegou que está em busca de imagens de câmeras de segurança para comprovar as agressões sofridas por ela.

 

Veja a versão dela:

 

Renata também justificou sua reação agressiva, citando que sofre de transtorno de estresse pós-traumático decorrente de episódios de violência doméstica. Após ser criticada nas redes sociais, a pré-candidata desabilitou a aba de comentários de suas postagens. O caso ganha repercussão nas redes, afinal a acusada alega que havia “câmeras escondidas” e ataca supostos “esquerdistas”.

 

“Cada uma das câmeras foi ocultada. Por que será que só as câmeras que eles querem são mostradas, mas os bicudos, os chutes, os socos e os beliscões do agressor não? Lembrem-se, seus esquerdistas doentes, de que NÃO há crime perfeito. Tanto quem mandou quanto quem executou irá pagar as consequências de suas atitudes perante a lei de Deus e dos homens”, alega a pastora.

 

Em nota pública, a assessoria de Renata Vieira classificou como “inaceitável” qualquer hostilidade por posicionamento político: “As autoridades policiais foram imediatamente acionadas, tendo sido registrado o respectivo Boletim de Ocorrência. Em seguida, Renata recebeu atendimento médico para tratamento das lesões sofridas e compareceu ao Instituto Médico Legal (IML), onde realizou exame de corpo de delito”, diz o comunicado.

 

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias do ocorrido para apurar as responsabilidades e a conduta de ambos os envolvidos.