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Esposa e filho de Binho Galinha são presos em operação; deputado segue foragido

As investigações das forças de segurança concluíram que, em uma década, a organização criminosa chegou a movimentar R$ 100 milhões Foto: Reprodução/Jornal da Manhã e Divulgação/MPBA

A esposa e o filho do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (PRD), foram presos nesta quarta-feira (1º) em Feira de Santana, durante a operação “Estado Anômico”. Os dois já haviam sido detidos em 2023, mas foram soltos em abril de 2024.

Além deles, outras seis pessoas foram presas. O parlamentar, apontado como chefe do grupo criminoso, segue foragido, assim como um outro investigado que não teve o nome divulgado.

Segundo a Polícia Federal, a ação tem como foco uma organização especializada em crimes como lavagem de dinheiro, agiotagem, jogo do bicho, extorsão e receptação qualificada. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Feira de Santana, Salvador e São Gonçalo dos Campos. A Justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 9 milhões em contas bancárias e a suspensão de atividades de uma empresa ligada aos investigados.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a operação é um desdobramento da “Operação El Patrón”, deflagrada em dezembro de 2023. Na ocasião, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou 15 pessoas, incluindo o deputado e seus familiares.

As apurações indicaram que, mesmo sob medidas cautelares, Binho Galinha manteve o comando do grupo, utilizando empresas de fachada e “laranjas” para movimentar recursos ilícitos.

Participaram da operação 100 policiais federais, além de 11 auditores-fiscais e três analistas tributários da Receita Federal.

O nome da operação, “Estado Anômico”, faz referência à ausência ou enfraquecimento de normas e valores que regulam a sociedade, gerando desorganização e insegurança. A PF informou que as investigações prosseguem e que novos envolvidos podem ser identificados. Caso sejam condenados, os suspeitos podem enfrentar penas que ultrapassam 50 anos de prisão.