
O vereador de São Paulo Senival Pereira de Moura (PT) foi preso nesta quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Segundo as investigações, a empresa de ônibus Transunião Transportes S.A. foi utilizada para ocultar patrimônio e movimentar recursos da facção criminosa. As apurações indicaram que o edil construiu sua trajetória política na Zona Leste após atuar com antigos operadores de transporte alternativo, conhecidos como “perueiros”, durante o processo de regularização do segmento no início dos anos 2000.
No entanto, ele já atuava no setor desde a década de 1970, quando explorava linhas clandestinas que ligavam os bairros de Guaianases ao Itaim Paulista, também na Zona Leste da capital, a partir de veículos Kombi. De acordo com o G1, planilhas internas apreendidas na investigação também apontam que o parlamentar aparecia como “cooperado oficial” de pelo menos 13 ônibus da frota. Os investigadores afirmaram que a expressão era utilizada para identificar o verdadeiro beneficiário econômico dos veículos, embora eles estivessem registrados em nome de terceiros ou da própria empresa.
Contudo, os rendimentos eram sistematicamente desviados para o Senival, conforme a investigação. O começo das apurações foi baseada após um homicidio em março de 2020. A vítima identificada como Adauto atuava como um dos “laranjas”, sendo um “testa de ferro”, ou seja, um dos representantes de Senival Moura na direção da empresa Transunião, que seria utilizada para a lavagem de dinheiro de integrantes do PCC
Na época, Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, foi apresentado como o autor dos disparos que mataram o ex-diretor. No dia do crime, Adauto foi levado até a padaria por Devanil Souza Nascimento, o “Sapo”, apontado como motorista de confiança de Senival e também preso na operação de 2022, de acordo com o G1.


