
Aos 25 anos, Helen Jaine Gomes Borgens fez história ao se tornar a primeira quilombola aprovada em um concurso para a carreira diplomática no Brasil. Ligada à comunidade quilombola do Retiro, em Simolândia, no nordeste de Goiás, ela conquistou uma vaga e seguirá para a formação no Instituto Rio Branco.
A conquista ocorreu na edição de 2026, a primeira a reservar vagas específicas para candidatos quilombolas e indígenas. Das 60 oportunidades oferecidas, uma foi destinada a pessoas quilombolas e acabou sendo conquistada por Helen, que estudou em escola pública e se formou em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Goiás (UFG).
Durante a preparação, a jovem enfrentou dificuldades para acessar recursos educacionais, especialmente no aprendizado de idiomas. No interior goiano, precisou estudar boa parte do inglês por conta própria, diante da falta de professores especializados. Ao recordar o período, resumiu a experiência com a frase: “Era eu e Deus”.
A educação sempre teve papel central na trajetória familiar de Helen. Uma de suas principais inspirações foi a avó, Brasilina Duques Borges, conhecida como Dona Miúda, que incentivou os sete filhos a ingressarem no ensino superior. Esse exemplo ajudou a jovem a construir seu caminho acadêmico e alcançar uma conquista histórica para a representatividade quilombola na diplomacia brasileira.


